O moderno Centro Tecnológico de Medicamentos de Far-Manguinhos/Fiocruz reduzirá a dependência do Brasil no setor Farmacêutico.
O Instituto de Tecnologia em Fármaco Far-Manguinhos, na qualidade de um dos mais importantes laboratórios oficiais, cumprindo sua nobre tarefa de garantir à população o acesso a medicamentos essenciais de qualidade, vem adquirir o Centro Tecnológico de Medicamentos (CTM) de Far-Manguinhos.
Sobre o comando da Diretora executiva Dra. Núbia Boechat, Farmanguinhos passa a ser referência, como centro de excelência em medicamentos, na produção de medicamentos e desenvolvimento tecnológico de formulações farmacêuticas e farmoquímicas.
Este moderno Centro Tecnológico de Medicamentos representa um marco no setor farmacêutico no desenvolvimento e na produção de medicamento público, exercendo um papel estratégico para o Brasil, capaz reduzir nossa dependência na área farmacêutica.
O CTM tem uma área de 105 mil m², foi adquirido da empresa Glaxo SmithKline Brasil.
O governo brasileiro investiu 6 milhões de dólares na aquisição do CTM, cuja capacidade instalada permite quintuplicar a produção em relação à capacidade atual.
Com a transferência gradativa da produção de Manguinhos para o CTM em Jacarepaguá, espera-se que em 2007 seja alcançada a capacidade de 10 bilhões de unidades farmacêuticas por ano.
Cerca de 50 milhões de unidades de antibióticos já devem ser produzidas em 2005 e encaminhadas a diversos programas do Ministério da Saúde, incluindo a Farmácia Popular do Brasil.
A linha de medicamentos deve diversificar-se e tornar-se mais moderna, com produtos inovadores, como os medicamentos de doses fixas combinadas - fórmulas com dois ou mais princípios ativos em um só medicamento - para combater enfermidades como Aids, tuberculose e malária. O Complexo Tecnológico de Medicamentos abre, assim, possibilidades para produzir novas classes e formas farmacêuticas.
Com o novo Centro Tecnológico de Medicamentos, o Brasil gerará uma economia na ordem de milhares de dólares, por estar adquirindo medicamentos mais baratos, com qualidade e dessa forma otimizando recursos públicos, para ser aplicado em outros programas de saúde.
Rio de Janeiro. 30 de setembro de 2005
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